O que um juiz faria se levassem ao seu tribunal um criminoso com mais de 100 mil crimes cometidos? Qual seria o veredito deste juiz? E o que dizer do dia em que você estiver diante do Tribunal de Deus, no dia do julgamento? Qual será o veredito de Deus a seu respeito? Na primeira carta de João nós lemos que “todo aquele que pratica o pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei” (1Jo 3.4). Quantos crimes contra a lei de Deus você já cometeu?Considere que você comete, por palavras, pensamentos e ações, 10 pecados por dia. Multiplique pelos dias do ano. Teremos 3.650 pecados. Multiplique por 10 anos. Teremos 36.500 pecados. Assim, um indivíduo com 20 anos, terá 73.000 pecados para responder; com 30 anos, 109.500; 40 anos, 146.000; e assim por diante.Na segunda carta de Paulo aos Coríntios lemos: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2Co 5.10). Qual será o veredito do Santo e Justo Juiz sobre um criminoso com mais de 100.000 crimes cometidos?Veja mais dois versículos que falam sobre este terrível dia: “Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras.” (Apocalipse 20.12,13)A única salvação para não ser condenado está em Jesus Cristo: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8.1,2); “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Romanos 5.9).Cristo é o único caminho para que os seus pecados sejam perdoados. Só por meio de Cristo o pecador pode escapar da condenação do santo tribunal de Deus. Portanto, arrependa-se dos seus pecados e confesse-os a Jesus. Mística e sobrenaturalmente o sangue de Cristo, derramado na cruz, lavará o seu coração, a sua alma e você será reconciliado com Deus. Jesus Cristo é a nossa única salvação. Contemos com Seu Amor e Graça.
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
O Maior Criminoso Do Mundo
O que um juiz faria se levassem ao seu tribunal um criminoso com mais de 100 mil crimes cometidos? Qual seria o veredito deste juiz? E o que dizer do dia em que você estiver diante do Tribunal de Deus, no dia do julgamento? Qual será o veredito de Deus a seu respeito? Na primeira carta de João nós lemos que “todo aquele que pratica o pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei” (1Jo 3.4). Quantos crimes contra a lei de Deus você já cometeu?Considere que você comete, por palavras, pensamentos e ações, 10 pecados por dia. Multiplique pelos dias do ano. Teremos 3.650 pecados. Multiplique por 10 anos. Teremos 36.500 pecados. Assim, um indivíduo com 20 anos, terá 73.000 pecados para responder; com 30 anos, 109.500; 40 anos, 146.000; e assim por diante.Na segunda carta de Paulo aos Coríntios lemos: “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2Co 5.10). Qual será o veredito do Santo e Justo Juiz sobre um criminoso com mais de 100.000 crimes cometidos?Veja mais dois versículos que falam sobre este terrível dia: “Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras.” (Apocalipse 20.12,13)A única salvação para não ser condenado está em Jesus Cristo: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8.1,2); “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Romanos 5.9).Cristo é o único caminho para que os seus pecados sejam perdoados. Só por meio de Cristo o pecador pode escapar da condenação do santo tribunal de Deus. Portanto, arrependa-se dos seus pecados e confesse-os a Jesus. Mística e sobrenaturalmente o sangue de Cristo, derramado na cruz, lavará o seu coração, a sua alma e você será reconciliado com Deus. Jesus Cristo é a nossa única salvação. Contemos com Seu Amor e Graça.
O perigo em ser um cristão de classe médiacheio de conforto
A Bíblia é muito clara ao dizer em 1ª Timóteo 6:9 que exercitar a piedade como um meio de ganho - ganho financeiro - é mortal; e a mortalidade disso está no desejo de ser rico. O texto diz para não desejar ser rico, porque “os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição.” Em outras palavras, é suicídio querer ser rico a qualquer custo.Um dos principais perigos em ficarmos confortáveis em nosso cristianismo é que com o passar do tempo esse conforto tende a parecer com algo que Deus - ou o mundo - nos deve; e o que nós chamávamos de "luxo" antes passa a ser chamado de “necessidade” agora. Cada vez mais nós queremos coisas, e segurança, e conforto. E até mesmo as nossas conversas com as pessoas tendem para assuntos tais como alguma coisa nova, especial, que acabamos de comprar e deixamos de falar na linguagem do Reino. É um tipo de gangrena progressiva com um rosto sorridente que corrói o coração do Reino.Quando Jesus disse em Mateus 6:31-33 - “não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” - ele estava nos alertando para que não entrássemos em uma condição em que estivéssemos nos afogando em coisas. Em outras palavras: “Entreguem-se a energias mentais e emocionais que dizem respeito aos assuntos do Reino, e deixem comida, vestes e bebida cuidarem de si mesmos.” E parece que nós entendemos isso quase que completamente às avessas.Nós nos envolvemos em situações em que ficamos falando sobre o que nós vestimos, e sobre comida e brinquedos e casas, e só de vez em quando um assunto do Reino surge e Cristo entra na conversa. Eu penso que Jesus é afligido por isso e gostaria que nós invertêssemos as coisas.Fale sobre Cristo, e missões, e ministério, e sobre produzir um impacto para Jesus. Oh sim, você precisa de um lugar para morar. Certamente você precisa de um meio para ir de um lugar para outro. É claro que provavelmente você precisa de um computador nestes dias, de forma que você possa se comunicar através de e-mail. Mas deixe a sua conversação e a sua energia fluir principalmente na visão do Reino e nos assuntos do Reino. Não troque a Glória de Cristo pelas trivialidades da vida!
Por John Piper
Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
Precisamos Planejar? Sim!!! Precisamos.
Verdadeiramente somos carentes, na esfera evangélica, de um planejamento eficaz. Talvez, em alguns campos, a raiz da situação esteja numa reação exagerada à rigidez litúrgica, hierárquica e de planejamento da Igreja Romana. Em outros, teria vindo como uma rebelião ao formalismo das denominações mais estruturadas. De qualquer forma criou-se, no campo evangélico, a idéia de que qualquer planejamento e organização maior, no que diz respeito às coisas do Reino de Deus, seria uma "camisa de força" inadequada.Durante muito tempo perseguimos, portanto, a espontaneidade a qualquer custo, ao ponto de chegarmos a identificar "espiritualidade" com a falta de organização e ordem, característica de muitas de nossas igrejas. O medo, justificado, da "ortodoxia morta" resultou no "vale tudo espiritual" onde qualquer ação, desde que "cristianizada" com palavras de ordem bíblicas, são admissíveis, não apenas na liturgia, como também no encaminhamento dos assuntos e das várias tarefas da igreja.
Seguramente muitas das nossas atividades eclesiásticas, desde as simples reuniões do Conselho até os grandes congressos e campanhas nacionais, têm refletido falta de planejamento, organização e objetividade. Freqüentemente reuniões são realizadas num clima em que os presentes procuram, simultaneamente, resolver todos os problemas, dispersando-se em discussões infrutíferas que só servem para prolongar o término, arrastando os participantes a uma situação de exaustão total. Não raro existe, quando muito, uma pequena pauta cujo objetivo principal, parece, é ser sistematicamente desobedecida.
Algumas vezes campanhas ou programas são estabelecidos, mas morrem pelo meio do caminho e nunca chegam a ser concluídos, geralmente pela falta do estabelecimento de uma data limite, de um responsável pelo encaminhamento do projeto ou de uma simples sistemática de acompanhamento por algum órgão superior. Com freqüência somos testemunhas de grandes intenções que são seguidas de parcas realizações. Essas situações evidenciam não apenas da falta de planejamento, mas também de que a utilização de um mínimo de organização pode resultar em considerável eficiência no encaminhamento das coisas do Reino.
Já nos avisa a Escritura Sagrada que os descrentes são, de muitas maneiras, mais sagazes e sábios que os crentes (Lc 16.8 — pois os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz).1 Temos observado as organizações "seculares" se concentrarem no planejamento e na organização enquanto nós, no campo evangélico, abrimos mão de toda esta capacidade que nos foi dada por Deus.
Uma empresa "secular" raramente realiza uma reunião sem antes existir um planejamento sobre os objetivos, a duração e os meios de demonstração, enquanto que em nossas igrejas achamos que essas coisas necessitam apenas de um planejamento mínimo. Uma organização secular quase nunca embarca em uma atividade ou programa sem antes avaliar todos os ângulos, sem colocar responsáveis definidos com delegação de poderes claramente delimitada e com algum tipo de acompanhamento da própria execução.
Nas igrejas nos acostumamos a creditar o sucesso, ou insucesso de algo, à "vontade de Deus", sem parar para pensar que a boa organização nada mais é do que o exercício eficaz da mordomia dos talentos, capacidades e recursos que Deus colocou em nossas mãos, para a sua glória.
A verdade é que planejamento e organização possuem base bíblica. Deus planejou tudo e executa o seu plano (Is 46.9-11). Ele deu ao homem o mandato de dominar a Criação (Gn 1.28) e de sujeitá-la, para sua glória. Tendo sido criado à imagem e semelhança de Deus, o homem é um ser que planeja também, mesmo em sua condição de pecador e mesmo com esta imagem afetada pelo pecado. O homem, conseqüentemente, procura determinar metas e visualizar suas ações antes destas ocorrerem (Pv 13.19 e 16.9).
Na esfera eclesiástica, Deus planejou, instituiu e determinou ao seu povo, debaixo da Antiga Aliança, toda a sistemática das cerimônias, requerendo obediência no cumprimento de todos os seus passos. Deus desejava, através dela, focalizar as atenções dos israelitas no Messias que haveria de vir e redimir o seu povo. Neste sentido, o povo foi ensinado a planejar e a organizar, em sua esfera, as festas e sacrifícios e existia considerável rigidez litúrgica, assim como sistematização e repetição. Nada de "qualquer um faz qualquer coisa, a qualquer hora", mas ações e obrigações definidas e todas relevantes ao enfoque central das práticas de adoração.
Na esfera administrativa, a sobrecarga e a desorganização, temporariamente experimentadas por Moisés, quando todas as decisões e definições foram colocadas sobre seus ombros, foi prontamente estruturada por Deus, através da palavra sábia de Jetro (Êx 18.13-26). Deus fez com que um sistema de delegação e representatividade fosse rapidamente estabelecido, aliviando Moisés de uma tarefa impossível, permitindo que o grande servo de Deus se concentrasse na tarefa de realmente liderar.
Deus não é, portanto, avesso ao planejamento e à sistematização da nossa parte, tanto mais porque ele próprio nos ensina que interage com a sua criação em seus tempos determinados (Ec 3.1-8), definindo, conseqüentemente, padrões de ordem e uma hierarquia de prioridades que devem nos auxiliar na execução dos nossos deveres, como seus servos.
Solano Portela
Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
O Olho é a Lâmpada do Corpo

Colocadas entre o mandamente de ajuntar tesouros no céu (6:19-21) e a advertência de que não se pode servir a Deus e ao dinheiro (6:24), estão as estranhas palavras sobre o olho sendo a lâmpada do corpo. Se o olho é bom (literalmente: “simples”), todo o corpo será cheio de luz. Mas se o olho for mau, o corpo será cheio de trevas. Em outras palavras: Como você vê realmente, determina se você está em trevas ou não.
Ora, por que esta afirmação sobre o olho bom e o mau está colocada entre dois ensinos sobre dinheiro? Eu penso que é por causa de uma coisa específica: o que nos mostra se o olho é bom, é como ele vê Deus em relação ao dinheiro e tudo o que este pode comprar. Este é o assunto na primeira parte desta passagem. Em 6:19-21 o assunto é: você deve desejar a recompensa celestial e não a terrena. O que, em resumo, significa: deseje Deus e não o dinheiro. Em 6:24 o assunto é se você pode servir dois senhores. Resposta: Você não pode servir a Deus e ao dinheiro.
Esta é uma dupla descrição de luz! Se você está ajuntando tesouros no céu e não na terra, você está andando na luz. Se você está servindo a Deus e não ao dinheiro, você está andando na luz.
Entre estas duas descrições da luz, Jesus diz que o olho é a lâmpada do corpo e que um bom olho produz um corpo cheio desta luz. Então, qual é o olho bom que dá tanta luz e o olho mau que nos deixa em trevas?
Uma indicação se encontra em Mateus 20:15. Jesus acaba de dizer, em uma parábola, que aos homens que trabalharam uma hora foi pago a mesma quantia do que àqueles que trabalharam o dia todo, porque o senhor é misericordioso, e além disso, todos eles concordaram com o seu salário. Aqueles que trabalharam o dia todo murmuraram que foi pago muito aos homens que tralharam uma hora. Jesus respondeu com as palavras que são encontradas em Mateus 20:15: " É mau o teu olho porque eu sou bom? "
Qual é o mau dos olhos deles? O que é mau nos olhos deles, é que eles não vêem a misericórdia do mestre como bela. Elas a vêem como feia, desagradável. Eles não vêem realmente o porquê daquilo. Eles não têm um olho que possa ver a misericórdia como sendo mais preciosa do que o dinheiro.
Agora, traga este entendimento do “olho mau” de novo para Mateus 6:23 e deixe-me determinar o significado do “olho bom”. Qual será o olho bom que nos enche de luz? Será um olho que vê a generosidade do Mestre como mais preciosa do que o dinheiro. O bom olho vê Deus e Seus caminhos como o grande Tesouro na vida, e não o dinheiro.
Você tem um olho bom se você olha para o céu e ama maximizar a recompensa da companhia de Deus ali. Você tem um olho bom se você olha para o Senhor-dinheiro e para o Senhor-Deus, e vê o Senhor-Deus como infinitamente mais valioso. Em outras palavras, o “olho bom” é um olho que avalia, que discerne e que atesoura. Ele não apenas vê fatos sobre o dinheiro e Deus. Ele não somente percebe qual é o verdadeiro e qual é o falso. Ele vê beleza e feiura, detecta valor e inutilidade, discerne o que é realmente desejável e o que é não desejável. A visão do olho bom não é neutra. Quando ele vê Deus, ele O vê como belo. Ele vê Deus como desejável.
Este é o porquê o olho bom conduz ao caminho de luz: ajuntando tesouros no céu, e servindo a Deus e não ao dinheiro. O bom olho é um olho simples. Ele tem um único Tesouro. Deus. Quando isto acontecer em sua vida, você estará cheio de luz.
Ore por um olho bom em você,
Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Jesus sofreu e morreu para absorver a ira de Deus
John Piper
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)” Gálatas 3.13
“Deus propôs [a Cristo], no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”. Romanos 3.25
“Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”. 1 João 4.10
Se Deus não fosse justo, não haveria exigência para o sofrimento e a morte de seu Filho. E se Deus não fosse amoroso, não haveria disposição do Filho de sofrer e morrer. Mas Deus é justo e amoroso. Assim, seu amor se dispõe a cumprir as exigências de sua justiça.
A lei de Deus exige: “Amarás... o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Dt 6.5). Porém, todos temos amado mais as outras coisas. O pecado é isso — desonrar a Deus pela preferência de outras coisas, e agir com base nessas preferências. Assim, diz a Bíblia que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). Nós glorificamos aquilo em que mais temos prazer. E não é Deus.
Sendo assim, o pecado não é algo pequeno, porque não é uma falta contra um pequeno suserano. A seriedade do insulto aumenta com a dignidade daquele que é insultado. O Criador do universo é infinitamente digno de respeito, admiração e lealdade. Sendo assim, deixar de amá-lo não é trivial — é uma traição. Difama a Deus e destrói a felicidade humana.
Como Deus é justo, ele não varre esses crimes para debaixo do tapete do universo. Ele tem ira santa contra eles. Merecem a punição e isso fica muito claro “porque o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). “A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.4).
Existe uma santa maldição pairando sobre todo o pecado. Não punir seria injustiça. Seria endossar o desmerecimento de Deus. Uma mentira estaria reinando sobre o cerne da realidade. Assim, Deus disse: “Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las” (Gl 3.10; Dt 27.26).
Mas o amor de Deus não descansa com a maldição que paira sobre toda a humanidade pecaminosa. Ele não se contenta em demonstrar a ira, por mais santa que seja. Assim, Deus envia seu próprio Filho para absorver a sua ira e carregar a maldição no lugar de todos quantos nele confiam. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar” (GI 3.13).
É esse o significado da palavra “propiciação” no texto acima citado (Rm 3.25). Refere-se à remoção da ira de Deus por prover um substituto. O próprio Deus oferece o substituto. Jesus Cristo não apenas cancela a ira; ele absorve-a e desvia-a de nós para si mesmo. A ira de Deus é justa, e foi executada, não retirada.
Não podemos brincar com Deus ou deixar por menos o seu amor. Jamais estaremos diante de Deus maravilhados por sermos por ele amados até que reconheçamos a seriedade de nosso pecado e a justiça de sua ira contra nós. Mas quando, pela graça, acordamos para nossa própria indignidade, podemos olhar o sofrimento e a morte de Cristo e dizer: “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).
Fonte: A Paixão de Cristo, Editora Cultura Cristã, p. 21-23.
Quão Estranho e Maravilhoso é o Amor de Cristo
por John PiperPor muitos anos eu tenho procurado entender como o fato de Deus ter a si mesmo no centro de tudo se relaciona com o Seu amor por pecadores como nós. A maioria das pessoas não vê de imediato a paixão de Deus pela Sua glória como um ato de amor. Uma razão para isso é que nós absorvemos a definição que o mundo possui de amor. Ela diz: você é amado quando fazem com que você seja destacado. Em outras palavras, amar alguém significa torná-lo ou torná-la importante.
O maior problema com esta definição de amor é que quando você tenta aplicá-la ao amor de Deus por nós, ela distorce a realidade. O amor de Deus por nós NÃO se concentra em fazer-nos importantes, mas em dar-nos a habilidade de torná-lo importante por toda a eternidade. Em outras palavras, o amor de Deus por nós faz com que Ele esteja no centro de tudo. O amor de Deus por nós exalta o Seu valor e a nossa satisfação nele. Se o amor de Deus nos tornasse o centro de tudo e focados em nosso próprio valor, ele nos distrairia do que é mais precioso, que é Ele mesmo. O amor trabalha duro e sofre para nos cativar com o que é infinitamente e eternamente gratificante: Deus. Portanto, Deus trabalha duro e sofre para quebrar nossa sujeição à idolatria do ego e focalizar nossas afeições no tesouro que é Deus.
Eu vi isso novamente na história da doença e morte de Lázaro.
Ora, um homem chamado Lázaro estava doente. Ele era de Betânia, do povoado de Maria e de sua irmã Marta. Maria, cujo irmão Lázaro estava doente, era a mesma que derramara perfume sobre o Senhor e lhe enxugara os pés com os cabelos. Então as irmãs mandaram dizer a Jesus: “Senhor, aquele a quem amas está doente”. Ao ouvir isto, Jesus disse: “Essa doença não acabará em morte; é para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela”. Jesus amava a Marta, à irmã dela e a Lázaro. No entanto, quando ouviu falar que Lázaro estava doente, ficou onde estava mais dois dias.
Note três coisas surpreendentes:
1) Jesus escolheu deixar Lázaro morrer. Versículo 6: “No entanto, quando ouviu falar que Lázaro estava doente, ficou onde estava mais dois dias.” Não havia pressa. Sua intenção não era poupar a família da dor, mas ressucitar Lázaro dos mortos.
2) Sua motivação era a paixão pela glória de Deus manifestada em Seu glorioso poder. Versículo 4: “Essa doença não acabará em morte; é para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela”.
3) Todavia, tanto a decisão de deixar Lázaro morrer quanto a motivação de magnificar a Deus eram expressões de amor por Maria, Marta e Lázaro. Versículo 5: “Jesus amava a Marta, à irmã dela e a Lázaro... por isso Ele ficou... onde Ele estava.”
Oh, quantas pessoas hoje - até mesmo cristãos - murmurariam a Jesus por insensivelmente ter deixado Lárazo morrer e fazer com que ele, Marta, Maria e outros passassem pelo sofrimento e pela agonia daqueles dias. E se eles vissem que isto foi motivado pelo desejo de Jesus de magnificar a glória de Deus, muitos diriam que isto foi rude ou insensível. O que isto mostra é como as pessoas colocam a vida livre de sofrimento muito acima da glória de Deus. Para a maioria das pessoas o amor é algo que coloca o valor humano e o bom-estar humano no centro de tudo. Por isso, o comportamento de Jesus é incompreensível para eles.
Mas nós não devemos dizer a Jesus o que é o amor. Não vamos instruí-lo como Ele deveria amar-nos e nos fazer o centro de tudo. Vamos aprender com Jesus o que é o amor e o que realmente é o nosso bem-estar. Amar é fazer o que for necessário para ajudar as pessoas verem e provarem a glória de Deus para todo o sempre. O amor mantém Deus no centro de tudo. É assim porque a alma foi feita por Deus.
Jesus mostra que este caminho é correto pela Sua oração em João 17:24: "Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que me deste porque me amaste antes da criação do mundo". O amor de Jesus o leva a orar por nós e a morrer por nós, NÃO para que o nosso valor seja o centro de tudo, mas para que Sua glória seja o centro de tudo, e para que nós vejamos e provemos isso por toda a eternidade. “E vejam a minha glória” - para isso Ele deixou Lázaro morrer, e para isso ele foi para a cruz.

